quinta-feira, 19 de setembro de 2013
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Armadilha Pedagógica - Parte I
Por Fábio Emecê
Todo
qualquer impasse é construído a partir de uma não compreensão do
que é o seu tamanho no espaço-tempo e do que o momento histórico.
E toda reivindicação perde a legitimidade a partir do momento em
que não temos mais o que apontar, senão o umbigo do outro. E qual
seria a luta? Cortar as cabeças dos reles mortais ou do Leviatã?
Atirar
contra o irmão ou atirar contra o sistema? É mais fácil atirar
contra o irmão porque ele está do seu lado. E a força do impacto
do tiro pode causar uma repercussão o suficiente para se pensar na
sua importância no meio. Muito legal, mas o que muda de fato, mesmo?
Encarar o
sistema e suas amarras de opressão seria fundamental para qualquer
militante, primeiro para desnudar o senso comum do que seria o
“sistema” e depois saber o que atacar, como atacar e porque
atacar, depois saber que qualquer ataque por mais individualidade que
se posssa ter, o resultado é sempre coletivo, atinge diretamente o
coletivo.
Entender
o sistema com uma estrutura ora institucional, ora psíquica, ora
intelectual que favorece um grupo restrito que tem características
fisicas, intelectuais e psíquicas bem definidas e afirmam isso de
maneira categórica massacrando os diferentes deles.
E aí que
entra a questão básica de entendimento para saber onde é que
devemos apontar nossas armas, quem realmente legitima nossa fala e
quem toma as decisões sobre nossos passos. Uma nova forma de
nublar esse entendimento são as arenas pós-modernas que tem o ar de
democracia travestido.
Lugares
onde os grupos que teriam a mesma pauta, que tem algo em comum, que
são semelhantes se encontram para se discutir suas pautas e a única
pauta é a necessidade de se sobressair para justamente se submeter
ao grupo opressor.
E lugares
como esses seriam exatamente para apontar para o opressor onde ele
precisa ceder para as coisas irem para o propósito de eqüidade ou
até mesmo abalar as estruturas do sistema que o opressor mantém com
tanto afinco.
Pois bem,
estamos iludidos. Pensamos que participamos, pensamos que decidimos,
pensamos que mudamos. E aí, o que faremos quando na arena não
sobreviver mais ninguém? Ainda tá difícil enxergar que apontar a
arma para nós mesmos para sobrevivência do mais forte só mantém
um grupo coeso. Um grupo que não tem nossa matiz, nossa história e
nossa vivência.
Acredita
que sobrevive a essa armadilha pedagógica somente com seu esforço
individual? Se acreditar, prepara-se pois o grupo é restrito e no
máximo você irá servir para legitimar a hegemonia.
Não
acredita? Tudo bem, eles não precisam e nossa coesão desmorona.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
sábado, 31 de agosto de 2013
Rumpi Mondé
Tambor de Candomblé: Jovem Negro Carioca na lógica da rua e suas atratividades: Álcool, Drogas e Experiências Espirituais.
Filme Importante para nós!
Rumpi Mondé from Mondé Produções Publicações on Vimeo.
quinta-feira, 29 de agosto de 2013
Dicas Emecianas
Quase como uma receita semanal, vai algumas dicas de coisas interessantes para cair agregando. Sem resenhas chulas. Um disco, um livro, um filme. Só pra quem gosta!!
Um Disco
Um Livro
Um Filme
terça-feira, 27 de agosto de 2013
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